Devo ter me perdido por algum caminho. Não escutado os sinais. Nem visto as placas deixadas para me guiar. Quando parei e vi, não me reconheci. Entre quem eu fui e quem eu me tornei foi tão rápido quanto uma piscada de olhos.
Nunca ninguém tinha me dito que eu poderia ser várias em uma só. O leque de possibilidades é imenso. Existem muitas versões de mim soltas, presas e tentando se entender por esse mundo. Em cada uma mora uma parte de alguém. Transformei-me em um barco que podia me levar, ser e me transformar em quem eu quisesse. Parece louco e é. Nunca fui tão livre.
Em um mundo em que as pessoas reclamam, gritam e se desesperam por definições talvez para ter segurança e certeza do que não se pode ter ou controlar. Ao definirmos perdemos a essência, algo de mais puro. A insistência é falta de paciência ou de percepção ou dos dois. Quem diria que as respostas das perguntas não seriam mais suficientes. A procura é que faz toda a jornada valer à pena.
O tempo só corre contra a quem se permite ser prisioneiro. Muitas vezes somos nós que nos algemamos e assim o usamos como desculpa para nossas incapacidades e falhas. A libertação passa pela mudança de perspectiva do nosso olhar. A chave estava naquele nosso lugar bem conhecido envolto por nossos medos e inseguranças.
Existem cartazes de PROCURA-SE com minha foto e meu nome espalhados por todos os lugares. Não conte a ninguém. Não quero ser achada. Eu só preciso me encontrar. Deixe-me. Permita-se também.

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