Se eu pudesse ao menos escolher um super-poder seria o de ser invisível. Quantas vezes, em meio a uma situação complicada, eu quis simplesmente desaparecer. Pode parecer fraqueza, mas é só instinto de proteção. Nem sempre podemos agir como queremos ou precisamos por parecer covardia. É isso que nos amordaça e nos faz silenciar.
Vivo um papel secundário perante a vida. Não é a minha história que se forma perante meus olhos. É a história dos outros. São situações injustas que não cabem confrontá-las. São gritos que eu só calo. São palavras depreciativas que não me ofendem. Não é comigo. Só estou em meio a esse tiroteio. As balas perdidas são inevitáveis. Infelizmente.
Cenas que se repetem ao longo de anos. Palavras jogadas ao vento. Promessas de mudanças de comportamento. Pura ilusão. Somos nós que nos deixamos enganar por fajutas mentiras. Mentiras aconchegantes. Todos querem. Todos precisam para sobreviver.
Somos nós que nos algemamos. Portanto, não adianta criar vilões. Perda de tempo. Falta a percepção que cada ato gera uma consequência. Ao tomar essa decisão levamos outros queridos conosco. E ainda cobramos a sua presença ao nosso lado recorrendo ao amor que eles tem por nós. Egoísmo. Ensinamos a maneira de agir e de espelhar, seja de maneira consciente ou inconsciente. Somos espelhos que outros imitam através de nossas atitudes. A vida é um ciclo que pode ser tornar doentio também. Repetimos os meus erros e nos perdemos no meio desse turbilhão.
As melodias e as cifras ficam gravadas e são reativadas em nossa memória toda vez que surge uma situação parecida. Tarefa árdua é tomar o barco de nossas vidas e tentar mudar os rumos. Por passar por cima de nossas memórias e de quem somos é algo que exige muita força e persistência. Então pense bem. Repense quando for tomar uma atitude porque ela pode perpetuar a perder de vista. Correr atrás do prejuízo pode se tornar uma maratona interminável.

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